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MONSTRUOSO

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  Imagem :  Syaibatul Hamdi  [Texto de Franco "Bifo" Berardi , publicado em Il DISERTORE , em 26/05/2025. Tradução: Haroldo Gomes] Que palavra pode definir a arrogância da desumanidade que está se espalhando? Mas não posso. Disse Bertolt Brecht: EM MINHA LUTA ENTUSIASMO PELA MACIEIRA EM FLOR E HORROR AOS DISCURSOS DO PINTOR MAS APENAS O SEGUNDO ME EMPURRA PARA A MESA DE TRABALHO O horror que sinto pelos discursos de Netanyahu e pelas provocações covardes dos colonos israelenses é forte demais para que eu consiga me preocupar com qualquer outra coisa. Hoje não posso deixar de mencionar Yussuf al-Samary: "Yussuf al-Samary é um garoto de 15 anos, originário da cidade de Gaza, mas que vive com sua família deslocada no campo de al-Mawassi, na praia de Khan Younis. É seu último local de evacuação. Agora, toda a família vive em uma barraca feita de ripas de madeira e plástico transparente. Eles estavam anteriormente em uma escola em Hay Tuffah. Yussuf tentou comprar um sanduích...

Pensar: uma necessidade contemporânea

Artigo de Amador Fernández-Savater , publicado no blog Interferências , no periódico El Diário (Espanha) , em 21/09/2018 . Tradução: Vapor ao Vento.   A catástrofe da sociedade contemporânea é produzir um tipo de relação com o mundo: a posição de espectador e de vítima. Não se trata de oferecer novos conteúdos mas de sair dela. Em A Sociedade do Espetáculo , um livro que desde seu aparecimento em 1967 se converteu num clássico (ou seja, um livro sempre contemporâneo ), o pensador francês Guy Debord afirma que a verdadeira catástrofe da sociedade moderna não é um acontecimento por vir, nem sequer um processo em marcha (mudança climática etc), mas um tipo de relação com o mundo : a posição de espectador, a subjetividade espectadora. Em que sentido? O espectador não entra em contato com o mundo, ele o vê frente a si. De um “mirante” (o espetáculo) que concentra o olhar: centraliza e virtualiza, separa da diversidade de situações concretas que compõem a vida. O ...

Fragmentos de Alexander Lowen: a loucura é a perda de contato com o corpo

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Extratos de uma antiga entrevista com Alexander Lowen (1910-2008), criador da Bioenergética, no site Televisión Consciente. (Tradução: Vapor ao Vento). VOCÊ É O SEU CORPO Eu só posso dizer que, nesses 46 anos trabalhando com a questão corpo/mente, e penso que estou começando a entender algo sobre isso. A convicção que tenho, evidentemente, é que você és seu corpo. E sua cabeça não o controla... pelo menos de modo positivo. Pode controla-lo, em alguns aspectos, de um modo negativo. E meu trabalho tem sido estar mais em meu corpo para não estar dividido entre corpo e mente. Isso preserva e preenche minha vida de muitas maneiras. Finalmente, chego a um ponto em que creio entender como isso funciona, mas não é fácil. UMA FAMILIA DIVIDIDA Me dei conta ao trabalhar com a abordagem corpo-mente de que provenho de uma família que estava dividida. Meu e minha mãe não se entendiam muito bem. Discutiram toda a vida que conheci deles. E eram duas personalidades diferentes. Minha mãe...